Curso

  • 100% gravado
  • Aulas bônus de ASL
  • Encontros científicos

Perfusão nos Tumores Cerebrais

Perfusão por RM nos tumores cerebrais — do DSC (T2*) à permeabilidade (T1/DCE): técnica, interpretação e decisão clínica nos gliomas.

19 aulas12h 7min
Capa do curso Perfusão nos Tumores Cerebrais
Currículo
5 blocos · 19 aulas
Formato
100% gravado
Acesso
365 dias
Certificado
Digital

Sobre o curso

A perfusão por ressonância magnética acrescenta ao exame uma informação que a imagem convencional não oferece: a hemodinâmica do tumor. É o que permite estimar a neovascularização de um glioma, refinar o grau, orientar onde biopsiar e — o problema mais difícil da rotina — distinguir recidiva tumoral de alterações pós-tratamento. Mas é uma técnica sensível à aquisição e ao método de análise, e pequenas decisões mudam o resultado.

Este curso cobre a perfusão dos tumores cerebrais de ponta a ponta, nas duas técnicas que importam na prática: perfusão T2*/DSC (com o rCBV) e perfusão T1 / permeabilidade (DCE). Em cada uma, você percorre os aspectos técnicos, os métodos de avaliação e as principais indicações — da aquisição correta à leitura dos mapas.

A partir daí, o foco vira decisão clínica: onde biopsiar e qual método perfusional usar, o papel da perfusão e da permeabilidade como fator prognóstico na nova classificação dos gliomas, e um bloco dedicado à avaliação pós-tratamento dos gliomas de alto grau — glioblastoma, resposta à terapia antiangiogênica e a diferenciação entre progressão e efeito do tratamento. Aulas bônus sobre perfusão ASL e encontros científicos completam a grade.

Conduzido pelos especialistas da neurosky, o curso foi pensado para o radiologista que quer incorporar a perfusão à rotina com segurança técnica e interpretar os exames pós-tratamento com um diferencial mais preciso.

O que você vai levar

  • Adquirir e checar uma perfusão T2*/DSC que sustente a leitura

    Percorrer os aspectos técnicos da perfusão por suscetibilidade: o que a aquisição exige, onde o exame se perde e como isso muda o mapa que aparece na sua tela.

  • Ler o rCBV e os métodos de avaliação sem depender do olhômetro

    Métodos de avaliação da perfusão T2* e da perfusão T1/permeabilidade (DCE), com as principais indicações de cada técnica e o que cada uma responde diante de um glioma.

  • Decidir onde biopsiar e qual método perfusional usar

    A aula dedicada ao ponto de biópsia e à escolha da técnica: quando o DSC basta, quando a permeabilidade acrescenta, e como isso entra no laudo que o neurocirurgião vai ler.

  • Separar progressão de efeito do tratamento no glioma de alto grau

    Bloco inteiro sobre avaliação pós-terapêutica: conceitos fundamentais no glioblastoma, abordagem prática da perfusão no seguimento e o comportamento da imagem sob terapia antiangiogênica.

Programa

  • 1

    Aula 1 - Neovascularização nos gliomas.

    20:53
  • 2

    Abertura

    1:39
  • 3

    Aula 2 - Perfusão T2: Aspectos Técnicos

    42:11
  • 4

    Aula 3 - Perfusão T2: Métodos de Avaliação

    34:07
  • 5

    Aula 4 - Perfusão T2: Principais Indicações

    18:55

O que está incluído

  • 12 aulas em quatro blocos: perfusão T2*/DSC, perfusão T1/DCE, decisão clínica e avaliação pós-tratamento
  • Aula bônus: perfusão ASL nos tumores cerebraisBônus
  • Encontro científico com convidado e a LIVE Agosto Laranja, gravadosBônus
  • Aulas gravadas, no seu ritmo — dá para rever um bloco antes de assinar o laudo
  • Certificado cadastrado na plataforma

Para quem é este curso

É para você se

  • Radiologista que já lauda RM de crânio e quer incorporar a perfusão à rotina sem depender de quem fez a aquisição.
  • Neurorradiologista que recebe seguimento de glioma de alto grau e trava na hora de dizer se aquilo é recidiva ou efeito do tratamento.
  • Residente de radiologia que sabe reconhecer o glioma no T1 pós-contraste, mas nunca viu de perto como o mapa de rCBV é construído.
  • Neurologista ou neurocirurgião que discute caso de glioma em reunião clínica e precisa entender o que a perfusão sustenta e o que ela não sustenta.

Não é para você se

  • Não é um curso geral de tumores do sistema nervoso central: o eixo aqui é perfusão, com foco nos gliomas.
  • Não é introdução à física de RM. Os aspectos técnicos são tratados do ponto de vista de quem vai laudar, não de quem vai projetar sequência.
  • Não é curso ao vivo com turma e horário marcado. As aulas são gravadas, incluindo os encontros científicos.

O que você precisa antes de começar

  • Familiaridade com RM de crânio: saber o que é T1 pós-contraste, T2/FLAIR e difusão no exame de um paciente com massa cerebral.
  • Noção básica de como os gliomas se apresentam na imagem convencional e por que a classificação atual mudou a conversa.
  • Acesso a exames com sequência de perfusão para aplicar a leitura — próprios ou do serviço onde você atua.

Como treinar: rode a mesma perfusão duas vezes

Perfusão é técnica sensível ao método de análise. A melhor forma de perceber isso é medir o mesmo exame com critérios diferentes e ver o número mudar.

O curso separa, para as duas técnicas, os aspectos técnicos, os métodos de avaliação e as indicações. Isso existe por um motivo prático: o mesmo paciente pode gerar mapas diferentes conforme a aquisição e o traçado da região de interesse. Enquanto assiste, use exames do seu próprio serviço. Abra um caso de glioma com perfusão, refaça a leitura seguindo o método da aula e compare com o laudo que já foi assinado. Depois pegue um seguimento pós-tratamento, de preferência um caso em que a dúvida entre progressão e efeito do tratamento apareceu de verdade, e reveja o bloco pós-terapêutico antes de reler as imagens. A parte de decisão clínica — onde biopsiar, qual método perfusional usar — rende mais quando você a aplica a um caso que vai para discussão multidisciplinar: obriga a justificar a escolha em voz alta.

  1. 1Assista aos aspectos técnicos e confira, no console ou no protocolo do seu serviço, como a perfusão está sendo adquirida hoje.
  2. 2Refaça a medida de rCBV em um caso já laudado, seguindo o método da aula, e compare com o resultado anterior.
  3. 3Repita o exercício com a perfusão T1/DCE no mesmo paciente e observe o que a permeabilidade acrescenta ou não.
  4. 4Escolha um seguimento de glioma de alto grau e reveja o bloco pós-tratamento antes de reler o exame.
  5. 5Leve um caso de indicação de biópsia para discussão e justifique o alvo com base no mapa perfusional.

Perguntas frequentes

+Qual a diferença prática entre a perfusão T2*/DSC e a perfusão T1/DCE dentro do curso?

Cada técnica ganha três aulas próprias, na mesma estrutura: aspectos técnicos, métodos de avaliação e principais indicações. Na perfusão T2*/DSC o eixo é o rCBV e a hemodinâmica do tumor. Na perfusão T1/DCE o eixo é a permeabilidade. Depois de percorrer as duas, há uma aula dedicada justamente à escolha — qual método perfusional usar em cada situação e onde biopsiar a partir do que o mapa mostra.

+O curso ajuda no problema de recidiva versus alteração pós-tratamento?

Esse é o assunto de um bloco inteiro, com três aulas. A primeira trata dos conceitos fundamentais do glioblastoma para avaliação pós-terapêutica por imagem. A segunda é a abordagem prática da avaliação perfusional nos exames de seguimento de gliomas de alto grau. A terceira é dedicada à terapia antiangiogênica e ao que ela faz com o estudo de perfusão por RM. O curso ensina a ler a imagem e raciocinar o diagnóstico — a conduta segue com a equipe assistente.

+A perfusão entra na discussão da nova classificação dos gliomas?

Sim. Há uma aula específica sobre perfusão T2* e permeabilidade como fator prognóstico dentro da nova classificação, com o recorte do que a literatura sustenta até o momento. É uma aula de leitura crítica: o que já está estabelecido, o que ainda está em construção e como isso muda o peso que você dá ao achado perfusional no laudo.

+E o ASL? Está incluído?

Sim, como aula bônus dedicada à perfusão ASL nos tumores cerebrais. É a técnica que dispensa contraste, e vale conhecer o que ela entrega e o que ela não entrega diante de um glioma, principalmente quando o paciente tem restrição ao gadolínio ou o seguimento é longo.

+Em quantas vezes posso parcelar?

Em até 10x no cartão de crédito. Pix e boleto são à vista.

+Por quanto tempo tenho acesso?

Você tem 365 dias de acesso, contados da data da matrícula.